
Informações
Inscrições apenas para ouvintes: 14 a 30/11/2022
Carga horária: 80 horas para quem tiver frequência igual ou maior a 75%.
Vagas: 3.000 (três mil).
Gratuito.
Palavras iniciais de apresentação:
Trata-se de uma reunião de estudos e resultados de pesquisas transnacionais de combate e anulação às violências epistemológicas impostas pela ocidentalização do mundo e suas consequências mais nefastas, expressas nas formas de enquadramento, silenciamento, interdição, controle e exclusão de indivíduos, grupos, coletivos, populações, sociedades e nações, em tempos de capitalismo financeiro e seus paraísos fiscais e de rapinas das riquezas produzidas por trabalhadores de todo o mundo.
Objetivos:
Reunir pesquisadorxs com produção científica compatível e experiência de organização de minorias subalternizadas e oprimidas;
Identificar os mecanismos de divisão e anulação das lutas coletivas engendrados pelo neoliberalismo totalitário;
Avaliar se a questão da distribuidora da riqueza material e simbólica, na forma socialista em permanente processo de construção, ainda faz sentido às lutas minoritárias e de trabalhadores(as) atualmente, em tempos de farinha pouca, em que todos parecem mais preocupados em abocanharem a sua sopa rala do que empreenderem esforços políticos coletivos.
Construir redes de cooperação científicas, alternativas, sem o peso de institucionalidades burocráticas e suas empresas de evento.
Propor e estimular formas de pensamento não subjugadas a sistemas intelectuais epistemicidas ou aprisionadas ao imaginário medieval e colonial, que não cessam de retornar.
Metodologias:
Cada pesquisadorx mobiliza pesquisadorxs internacionais, articulados, articuláveis a seu projeto de pesquisa e faz a autogestão de sua proposta com o apoio dos equipamentos tecnológicos do programa e seus laboratórios, a saber, Fábrica de Letras, Canal Pós-Crítica e Web rádio, e o da Memória Cultural.
O que esperamos:
a) Através de maior popularização de uma ciência aberta, e empenhada, contribuir para novas formas e roteiros de organização estético-política emancipatória e socialista.
b) estimular a criação de Centros de Pesquisa Avançada sobre o Brasil em nossas instituições parceiras e, com isso, afirmar nossa potência de pensar o mundo contemporâneo e seu destino, sem o aprisionamento do nosso sistema intelectual ainda bastante vira-lata e colonizado pelos pressupostos da modernidade ocidental em suas perspectivas históricas, filosóficas e estéticas.
c) estabelecer mediações com a rede de escolas públicas, no âmbito das linguagens e das ciências humanas, visando a construção de um olhar econômico político emancipatório.
d) explorar uma imagem internacional, e universal em diferença, de Canudos como geopolítica do esclarecimento.
e) inserir, internacionalmente, doutorandos(as) e pós-doutorandas(as) do Programa de Crítica Cultural, a partir de suas contribuições para uma outra noção de modernidade fundada no saber popular.